quinta-feira, 20 de outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CCEPA NA MÍDIA

A busca da justiça
Milton Medran Moreira – Advogado e jornalista, diretor 
do Centro Cultural Esp[írita de Porto Alegre

Os leitores de Zero Hora se comoveram ao ver o desabafo de um pai, em página inteira, no dia em que se completavam 11 anos do assassinato do filho, sem que se tenha sequer identificado o responsável.

Em país, onde só cerca de 8% dos homicídios dão origem a processos criminais, diz-se: a justiça dos homens falha, mas a divina jamais. A dicotomia justiça divina/justiça humana pode ser consoladora, mas não aplaca a dor de quem vê se perenizar a impunidade. Afinal, nem todos creem em Deus ou em algum sistema infalível de justiça a se operar após a morte.

Seria possível conceber uma justiça infalível? Só mesmo numa sociedade em tudo o mais infalível, e composta de infalíveis indivíduos. Aí estamos falando em perfeição, que ninguém ousa atribuir a um indivíduo ou a qualquer comunidade deles.

Estaríamos, então, condenados ao caos? Se os mecanismos da vida não asseguram a realização da justiça, a vida não tem sentido. Parafraseando Dostoievski, cujos personagens de Os Irmãos Karamazov afirmam que "se não existe Deus, tudo nos é permitido", poderíamos apregoar: se a justiça não existe, tudo está liberado.

O jeito de sair disso não está exatamente na fé numa divindade apta a compensar, tão logo morramos, todas as injustiças aqui cometidas, mas na crença da perfectibilidade do ser humano, sujeito a uma lei natural de evolução a se operar gradualmente pelas instâncias todas da vida. Superar o dualismo vida/morte pela dialética nascer/morrer/renascer/progredir sempre, permite vislumbrar a perfectibilidade da justiça. 

Fora disso, só restam duas alternativas: negar a existência da justiça como valor inerente à vida, ou relegá-la a dimensões para além do humano. Se inviável sua realização, inviáveis também o perdão e a tolerância que o humanismo nos legou. Quando não alcançável a justiça, sobrará apenas o desejo de vingança, mesmo que dissimulado em justiça.
Por certo, não é o que quer aquele pai, mas é o que a sociedade estimula, quando descura do dever de, permanentemente, buscar a justiça, alimentando a crença de ser ela humanamente viável sem que, para isso, se tenha de ferir a dignidade humana.


Artigo publicado no jornal ZERO HORA de Porto Alegre em 10.10.2016

domingo, 2 de outubro de 2016

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CCEPA NA MÍDIA

O pacto esquecido
Milton R. Medran Moreira: Procurador de Justiça aposentado, diretor do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.

O Estado não pode impedir que alguém tome um táxi e, no percurso, sequestre e mate seu motorista. Mas o Estado pode e deve criar condições para que não transitem pelas ruas de uma cidade pessoas capazes de praticar tais atos. Aliás, é justamente para isso que existe o Estado.

A liberdade de ir e vir talvez seja o elemento que melhor caracteriza o conceito de civilização. Civilização vem do termo latino "civitas", cidade. Define o locus em que convivem e se movimentam os cidadãos. É o espaço público cuja criação teve como pressuposto o que os filósofos chamaram de pacto social. Para viabilizá-lo, o ser humano, até então tido como o próprio "lobo do homem", precisou renunciar a alguns direitos de que se julgava detentor: o de destruir o outro para preservar seu próprio espaço, o de revidar com igual violência as agressões de que se julgava vítima, o de ser, enfim, legislador, julgador e executor de suas conveniências.

Não fosse esse hipotético pacto, não haveria Estado, não precisaríamos de governo, de juízes e de executores das leis que regulam nossa convivência. Não haveria civilização, enfim.

Numa extremada simplificação — mas à qual convém recorrer em momentos de crises graves como a que estamos vivendo —, ao Estado cabe precipuamente definir quem pode e quem não pode circular livremente pela civitas. E dela retirar os que não se habilitaram ainda à civilização.

O "ainda" do período anterior entenda-se como expressão da mais otimista crença no ser humano. É adesão à corajosa assertiva socrática de que ninguém é deliberadamente mau. Amor, bondade, solidariedade são qualidades intrinsecamente humanas. Repousam no seu espírito imortal e ali dormitam, às vezes, por milênios, à espera de serem despertadas. À educação competirá tirá-las do sono, burilá-las e qualificá-las, habilitando o indivíduo ao convívio civilizatório.

Quando, vencido o egoísmo, firmamos o contrato social, estávamos certos de que o Estado seria o agente primordial dessa tarefa. Não podemos ter-nos enganado. E não nos conformamos que o Estado nos engane.


Artigo publicado no jornal ZEO HORA de Porto Alegre em 14/09/2016

terça-feira, 31 de maio de 2016

XXII CONGRESSO ESPÍRITA PAN-AMERICANO

DURANTE O CONGRESSO REALIZADO NA CIDADE DE ROSARIO - ARGENTINA, A JUIZA BRASILEIRA JACIRA JACINTO DA SILVA FOI ELEITA PRESIDENTE DA CEPA-  ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA INTERNACIONAL, NOVA DENOMINAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO ESPÍTITA PAN-AMERICANA.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

sábado, 30 de abril de 2016

CCEPA 80 ANOS – 1936/2016

Colaboradores e amigos do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre reuniram-se festivamente no dia 23 de abril para comemorarem o 80º aniversário da instituição.
Depois da abertura da reunião e dos comentários do presidente Salomão J. Benchaya, manifestaram-se vários companheiros presentes, destacando-se o presidente da CEPABrasil Homero Ward da Rosa e o ex-presidente da CEPA Milton Medran Moreira, todos destacando o papel histórico desta pequena sociedade na permanente busca de um espaço para o desenvolvimento de um espiritismo laico, dinâmico, progressista e livre-pensador.


Abaixo alguns flagrantes do encontro na sede do CCEPA:

Abertura do encontro com Homero, presidente da CEPABrasil, Salomão Benchaya e Milton Medran Moreira























Manifestação do presidente da CEPABrasil, Homero Ward da Rosa
Manifestação da Pedagoga Dirce Habckost de Carvalho Leite


Jones e o bolo na confraternização

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

DIVULGADOR 2015

CCEPA OPINIÃO AGRACIADO
COM SELO “Divulgador 2015”

O jornal CCEPA OPINIÃO, editado pelo Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, acaba de ser agraciado com o selo digital “Divulgador 2015”, distinção instituída pela Agência KPC de Notícias Espíritas (João Pessoa/PB). Na categoria “jornais”, o órgão oficial do CCEPA foi contemplado, juntamente com estes outros periódicos espíritas: O Sol Nascente (RJ); ComunicaAção Espírita (PR); Correio Fraterno (SP); O Clarim (SP);Brasília Espírita (DF); Verdade e Vida (SP); O Mensageiro (SP); Lampadário Espírita (PE).

De acordo com a gazeta digital “Kardec Ponto Com”, editada mensalmente por aquela agência noticiosa, a seleção foi feita segundo escolha livre da comissão composta por Carmem Barros (PB), Saulo Rocha (PE), Jorge Santana (SP), J. J. Torres (DF), Ondina Alverga (BA) e Marcos Toledo (RN).  O selo simboliza “o reconhecimento pelo trabalho bem feito”.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

domingo, 13 de dezembro de 2015

A PROPÓSITO DO NATAL

POSSIBILIDADES
Dirce de Carvalho LeiteDirigente de Grupo de Estudos do CCEPA
                                  
Tudo na vida é possibilidade que se apresenta para nós para construirmos o que desejarmos. Impossível ter neutralidade, pois não desejar e não escolher é também uma forma de se posicionar diante da vida.

O momento presente, independente de datas demarcadas para celebrações, é sempre aquele que se abre em possibilidades para continuarmos como estamos ou para viver diferentemente, de um modo sempre mais lúcido, mais rico, mais feliz.

A possibilidade mais fecunda é a de nos conhecermos e de, ao fazê-lo, superarmos obstáculos, insuficiências, ignorâncias, sentimentos, desejos, pensamentos que nos seguram na imobilidade e na petrificação de comportamentos que não contribuem para nossa felicidade e para a dos que nos cercam.

Possibilidades de mudança para um estado de ser e de existir mais pleno pedem planejamento e determinação. Sempre podemos apressar, com vontade e disciplina, o nosso ritmo de crescer, de evoluir. Cada dia e cada momento são apropriados para avaliações pessoais. Postergar pode nos privar das realizações, pois, o dia de amanhã já nos escapa. Avaliações nos apontam equívocos de toda ordem e apontam para transformações buscadas. Diagnósticos identificam o que precisa ser tratado, enfrentado para ser curado por nós mesmos.

Avaliações e diagnósticos existem para nos impelir para a frente, superarmos lamentações e, servindo-nos das lições colhidas, construirmos, com leveza e alegria novos patamares de sabedoria.

As datas do calendário deveriam ser apenas momentos de celebrações daquilo que fazemos em cada minuto da vida. Um aniversário, a celebração de uma vida rica de amor dado e recebido; uma páscoa, a celebração das tantas “passagens” que nos edificaram; um natal, a celebração de todos os “nascimentos” interiores que nos tornaram pessoas mais fáceis de conviver e mais potentes para amar quem nos rodeia.

Datas são, portanto, possibilidades de celebração... Celebração daquilo que cada novo dia nos convida a viver: a coragem nas lutas; fé em nós mesmos e em Deus; fraternidade em nossas falas, escutas, ações; alegria em partilhar o que temos de mais precioso; procura constante pelo saber; ampliação da nossa maturidade; sentimento de utilidade ao próximo; construção de uma história de vida sempre mais cheia de amorosidade para conosco mesmos e para com o nosso semelhante, para com todos os nossos semelhantes.

QUE A DATA QUE SE APROXIMA SEJA POR NÓS CONVERTIDA EM POSSIBILIDADES DE CONCRETIZAR A PAZ, A JUSTIÇA, O AMOR E A VERDADEIRA CARIDADE.    
  

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

HOMENAGEM A KARDEC NO MARANHÃO

Uma solene homenagem
a Allan Kardec
Conferência do ex-presidente da CEPA e atual presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, Milton Medran Moreira, marcou homenagem solene a Allan Kardec, prestada pela Assembleia Legislativa do Estado brasileiro do Maranhão, em sessão solene, no último dia 1º de outubro.
A solenidade assinalou o Dia Estadual do Espiritismo, que, por força de lei estadual é comemorado, no Maranhão, pela passagem do aniversário de nascimento de Kardec, em 3 de outubro.
A sessão foi presidida pelo Deputado Adriano Sarney e se iniciou com uma homenagem feita por Herbert Morais, presidente do Instituto Estadual do Pensamento Espírita, à memória do maranhense Carlos Augusto Gomes, bisavô do Deputado Adriano Sarney, e doador do prédio onde funciona a Federação Espírita do Estado do Maranhão.
Na sequência, usou da palavra o presidente da Federação Espírita Estadual, Osmir da Silva Freire que registrou os agradecimentos da comunidade espírita do Maranhão pelo ato em homenagem ao “codificador do espiritismo”.
Seguiu-se a conferencia de Medran que, por cerca de uma hora, ocupou-se do tema “Os Desafios do Século XXI e o Espiritismo”, assinalando a plena identidade do pensamento espírita, estruturado no Século XIX, com os projetos e anseios que marcam o Século XXI, tais como: o combate ao racismo e ao fundamentalismo religioso, o acolhimento e a integração de migrantes e refugiados que fogem do terrorismo, a plena igualdade de direitos de pessoas de diferentes gêneros.

O ex-presidente da CEPA destacou que a base filosófica humanista e espiritualista conferida por Allan Kardec à filosofia espírita garante a plena identidade do espiritismo com os esforços humanos desenvolvidos nesta quadra da História em prol da fraternidade, do progresso e da paz em todo o Planeta. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

CIRCULAR



CIRCULAR NRO 1 / 06/ 2015-06-05
                                                                                              RAFAELA, junio de 2015.-
Queridos amigos:

1.       El XXII Congreso Espírita Panamericano se realizará desde el 25 al 28 de Mayo de 2016, en la ciudad de Rosario, Argentina. El lugar se denomina Centro de Convenciones Puerto Norte, y es un bello y cómodo espacio contratado para tal fin, con instalaciones adecuadas para reuniones plenarias, talleres, conferencias y esparcimiento.
2.       Este próximo año 2016, la CEPA cumple 70 años, habiéndose fundado el 5 de Octubre de 1946, en la ciudad de Buenos Aires. Así, este XXII Congreso, será una oportunidad propicia para festejar este importante aniversario.
3.       La Organización del XXII Congreso está a cargo del grupo perteneciente al Consejo Ejecutivo cuya presidencia actualmente está en la ciudad de Rafaela, a cargo de Dante López. Un número importante de colaboradores pertenecientes a Sociedad Espiritismo Verdadero, Sociedad El Vector y Sociedad Demetrio Montú, ya están en plena tarea frente a los múltiples frentes que demanda la preparación del mismo.
4.       El tema central elegido es “La espiritualidad en el Siglo XXI”, y los detalles de su justificación se encuentran en el documento anexo. La programación del Congreso está siendo diseñada y será dada a conocer a medida que surjan las novedades correspondientes.
5.       Durante el Congreso se realizará la Asamblea General, en donde se informará lo actuado en el período 2012-2016, se implementarán las reformas consensuadas a través del Plan Estratégico y se nombrará las nuevas autoridades. También, de acuerdo a estas nuevas modificaciones a implementar, se presentará la reforma de los Estatutos de la institución.
6.       Por estas razones,  será de máxima importancia que todas las Instituciones, grupos afines y personas integrantes de los cuadros de CEPA, se hagan presentes en este evento, dando brillo y confiriendo legitimidad a sus deliberaciones.
7.       En este sentido, es con mucha alegría que, en nombre del Consejo Ejecutivo de CEPA y de la Comisión Organizadora del XXII Congreso Espírita Panamericano, estamos invitando a los queridos compañeros a que organicen una delegación representativa para participar de este momento histórico y de inmensa confraternización y espiritualidad.

Esperamos abrazarlos en Rosario!

Dante López                                                                    Raúl Drubich
Presidente                                                                       Secretario General



domingo, 24 de maio de 2015

LEIA E PENSE

A ilha de ciência,
saber e felicidade
Francisco Marshall – Historiador, arqueólogo e professor da UFRGS

Escrevo a caminho de Samos, ilha grega próxima da costa da Ásia menor (hoje Turquia, no passado, Jônia), próxima da Mileto em que nasceu a filosofia. Na Antiguidade, aqui nasceram Pitágoras (571 – 495 a.C.), Epicuro (341 – 270 a.C.) e Aristarco (310 – 230 a.C.). Cada qual realizou revoluções em seu tempo e nas épocas que se fizeram suas herdeiras; permanecem modernos, como quase tudo o que floresceu na cultura grega, e podem dialogar com atualidade com cada época e cidade, inclusive as nossas.

Pitágoras, introdutor do vegetarianismo e da crença na metempsicose entre os gregos, revolucionou a matemática, com seu teorema e com a concepção de que tudo é número, com a qual se pôs a examinar o cosmos. Deduziu que os astros, formas perfeitas, correspondem a notas musicais, movem-se de acordo com equações matemáticas e assim produzem música – a chamada harmonia das esferas, que chega a nossos ouvidos sobretudo pela obra de Bach, pitagórica. Seu arrojo contrariou conterrâneos e o levou a emigrar e fundar sua comunidade alternativa em Crotona, na Magna Grécia (sul da península itálica). Hoje ouvimos música em formato digital, resultado similar mas bem diverso da tese original deste guru, autor também da doutrina do tetraktys, o triângulo místico, com quatro pontos em cada lado e um no meio, somando 10, o número perfeito. Este triângulo influenciou a cabala e outros misticismos, mas a ideia do número perfeito inspirou também a noção de isonomia em Atenas, quando esta implantou, em 508 a.C., um regime baseado em proporção e simetria, posteriormente chamado democracia, e adotou arranjo político decimal. Pitágoras olha para nós e pergunta: compreendereis, algum dia, o que é isonomia, e quanta felicidade produz? Examinemos os números.

A felicidade é um dos temas do outro sâmio ilustre, Epicuro. Desencantado com a cidade, Epicuro busca na amizade (philia) a fonte da felicidade, e preconiza o controle da passionalidade para obtenção da paz de espírito, por distanciamento (ataraxia), na busca de uma vida menos dolorosa (aponía). Este atomista parece falar para nós a partir de uma janela terapêutica e preconizar menos excessos e cóleras em favor de maior serenidade e prudência. Igualmente, mostra que a felicidade pode ser obtida por caminho ético, por reflexão e boas escolhas. A noção de philia contém componente erótico, a força de atração que une e perpetua o universo, inclusive a cidade, que deve saber se fazer amorosa, sob pena de colapsar diante da discórdia. Note-se que não há aqui evangelismo barato, mas a ciência de que é preciso produzir a concórdia e de que esta conduz à meta maior da vida humana.

As teses do terceiro sâmio notável desta lista, Aristarco, costumam surpreender aos nossos contemporâneos, e evidenciam o tesouro perdido em séculos de obscurantismo. Aristarco defendeu, 1.800 anos antes de Copérnico (1473 – 1543), um sistema heliocêntrico, com a terra movendo-se em sua órbita. O Sol, disse este herdeiro de Anáxagoras (510 – 428 a.C.), é uma entre milhares de estrelas similares. Um de seus sucessores, Eratóstenes (276 – 194 a.C.), bibliotecário chefe da Biblioteca de Alexandria, calculou em 40 mil quilômetros a circunferência da Terra; no local medido, é de fato 40.008 km. O sistema heliocêntrico de Aristarco foi superado pelo geocêntrico de Claudio Ptolomeu (90 – 168 d.C.), mas a grande perda evidencia-se melhor com a morte da astrônoma, filósofa e matemática Hypatia de Alexandria (370 – 415 d.C.), linchada por uma horda de cristãos enfurecidos; era o prenúncio da era em que livro, reflexão, democracia, liberdade e ciência entrariam em colapso, e até hoje temos que lutar para resgatar, defender e atualizar este patrimônio.

Certa feita, minha filha caçula Heloísa, então com 7 ou 8 anos, desenhou a cronologia histórica e me disse, por conclusão própria, o que muitos pensam ao conhecer a ciência antiga e seu colapso diante da irracionalidade: “pai, se não fosse a religião na Idade Média, o homem teria ido à Lua 800 anos antes”. Bem-vindo, Richard Dawkins; traga consigo não apenas Londres, mas também Mileto, Atenas, Samos e Alexandria, com as quais refundamos em Porto Alegre cidades com ciência e liberdade.


Artigo publicado no caderno PrOA do jornal Zero Hora de 24 de maio de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

WILSON GARCIA NO CCEPA

Devido ao atraso no vôo, o jornalista Wilson Garcia não pode realizar sua palestra programada, mas conversou com um grupo de dirigentes e integrantes do CCEPA, no final da tarde de 10/4, a respeito dos seus mais recentes livros. Abaixo, flagrantes do encontro, vendo-se o jornalista na companhia de Maurice Herbert Jones, Salomão Jacob Benchaya e do presidente do CCEPA, Milton Medran Moreira e conversando com participantes do grupo de estudo.


sexta-feira, 20 de março de 2015

CCEPA NA MÍDIA

CORRUPÇÃO, ONDE MORAS?
Claro que não. A corrupção não está no Legislativo. Tampouco no Executivo, no Judiciário ou na atividade privada. A corrupção está na alma humana. Rousseau recusava a ideia de que gente nascesse com ela: a convivência com o outro dela nos contamina. Já Hobbes, para quem “o homem é o lobo do homem”, sustentou estarmos todos inoculados de seu veneno. O egoísmo, combustível a nos arremessar contra o outro, só poderia ser aplacado pelo pacto social de que resultara o Estado.

Antes deles, o mito judaico da criação figurou o homem como um ser angelical, saído perfeito do sopro divino que lhe deu vida no barro. O pecado, fruto da convivência com o outro, o contaminaria.
Conceda-se um pouco de razão a cada um. Parece mesmo que viver e, especialmente, viver com o outro, nos corrompe. Como reconheceria Sartre, “o inferno é o outro”. O outro, neste momento, são o Executivo, o Legislativo, as empreiteiras, os doleiros, os partidos políticos…

Teoricamente, fizemos o pacto social que evoluiu para o Estado democrático de direito. Ele iria nos libertar da esperteza do outro e de sua maldade, sempre à espreita para nos prejudicar em benefício próprio. Mas logo se percebeu que “hecha la ley, hecha la trampa”. O leviatã que nos defenderia do outro mostrou-se incapaz de nos proteger.

Anuncia-se um pacote anticorrupção. Que outros mecanismos externos ainda poderão ser implantados? Não estão eles devidamente estruturados na Constituição, nas leis penais e de responsabilidade civil, nos tantos e tão complexos mecanismos de fiscalização, de imposição de sanções administrativas e judiciais consubstanciadas no Estado?

Tempos assim trazem um alerta para o qual, quem sabe, ainda não demos a devida atenção. Há na alma humana mecanismos internos de transformação bem mais poderosos do que todos os esforços já empreendidos para nos proteger da maldade alheia. Eles apontam para nossas próprias imperfeições. A História tem comprovado a imensa capacidade de transformações sociais e políticas conquistadas por esse poderoso elã coletivo que, agora, se revigora entre nós. Mas seremos capazes de investir o mesmo esforço no afã individual de transformação? Ou teríamos esquecido a grande lição presente nas mais caras tradições filosóficas, segundo as quais a corrupção nasce e vive na alma humana e só ali pode ser morta?

Milton Medran Moreira
Advogado e jornalista, presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre


Artigo Publicado no jornal ZERO HORA de Porto Alegre em 20 de março de 2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

CCEPA na mídia

PARIS – JANEIRO 2015
 Loucos ou covardes?
Como classificar pessoas como os autores dos atos terroristas de Paris?
        
Crentes ou dementes?
É difícil admitir que algum tipo de fé religiosa possa justificar tanta barbárie.

Como entender a alma e a mente de indivíduos assim?
Quando o fanatismo, seja religioso, ideológico ou político, passa a habitar a alma humana, sua mente se fecha para a razão. Renunciar à razão é negar o divino que está em nós. Nada identifica melhor a presença da divindade no interior da alma humana do que o cultivo da razão. Raciocinar é aprender a ler o grande livro da Natureza. Nenhum livro sagrado é mais rico do que o repertório de leis naturais gravadas na consciência imortal do ser humano.

Homens ou feras?
Foram necessários alguns séculos de civilização para que inteligência e ética se encontrassem, dando lugar ao reconhecimento dos direitos fundamentais do homem. Valores como igualdade e liberdade, frutos da fraternidade, fizeram nascer a dignidade. Respeito à vida, à integridade, às ideias, às crenças e sentimentos do outro é o que define o ser humano, distinguindo-nos da fera que já fomos.

Desencanto ou esperança?
Episódios assim geram mais perguntas do que respostas. Mas o tempo age sempre em favor do homem. Ele transmuda ignorância em aprendizado e ódio em amor.

Milton Medran Moreira
Matéria publicada no  jornal “Diário Gaúcho” em 14 de janeiro de 2015


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO NO CCEPA

Eloá, Sílvia e Medran abrem o evento
Integrantes do quadro associativo, dirigentes, colaboradores do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre reuniram-se na noite de 4 de dezembro, para um jantar de confraternização, na sede da entidade, assinalando o final de mais um período de atividades anuais da casa.
Na oportunidade, o presidente, Milton Medran Moreira, agradeceu, em nome da direção do CCEPA, a colaboração e o espírito de integração vivido pela “família CCEPA” durante o ano, dando especial destaque ao evento aqui realizado em setembro último, quando sediamos o “VI Fórum do Livre-Pensar Espírita”, promoção da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA.


Salomão, Eloá e Medran com o cartaz do curso
Por ocasião do jantar de confraternização, foi lançado, pelo diretor do Departamento Doutrinário, Salomão Jacob Benchaya, o projeto de realização, em abril de 2015, de um Curso Básico de Espiritismo”, aberto ao público. Os conteúdos do curso serão desenvolvidos por Salomão e pela pedagoga espírita Dirce Teresinha Carvalho Leite, nossa colaboradora.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014