sábado, 1 de março de 2014

KARDEC E A IDENTIDADE DO ESPIRITISMO (NOVO LINK)

A CEPABrasil está disponibilizando em seu site - http://cepabrasil.org.br - no setor de downloads, uma seleção de textos de Kardec de grande utilidade para pesquisadores.

Reprodução da primeira página do material.
Clique na imagem e depois faça download do texto completo, em PDF, no site.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

VI FÓRUM SERÁ EM PORTO ALEGRE

CCEPA sediará o VI Fórum do Livre Pensar Espírita
Na tarde do dia 29 de novembro último, Homero Ward da Rosa (foto), presidente da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA reuniu-se com alguns dirigentes do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
Na oportunidade, Homero formalizou o convite para que o CCEPA organize e sedie o VI Fórum do Livre Pensar Espírita, em data a ser definida do ano de 2014.
A ideia inicial é que a temática central do evento analise a inserção do espiritismo na contemporaneidade. A partir dessa proposta, discute-se no âmbito da CEPABrasil a denominação do tema do evento.     
         

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

UNIDADE



O PORVIR E O NADA
Por instinto tem o homem a crença no futuro, mas não possuindo até agora nenhuma base certa para defini-lo, a sua imaginação fantasiou os sistemas que deram causa à diversidade de crenças. A Doutrina Espírita sobre o futuro - não sendo uma obra de imaginação mais ou menos arquitetada engenhosamente, porém o resultado da observação de fatos materiais que se desdobram hoje à nossa vista  congraçará, como já está acontecendo, as opiniões divergentes ou hesitantes e trará gradualmente, pela força das coisas, a unidade de crença sobre esse ponto, não mais baseada em simples hipótese, mas na certeza. A unificação feita relativamente à sorte futura das almas será o primeiro ponto de contacto dos diversos cultos, um passo imenso para a tolerância religiosa em primeiro lugar e, mais tarde, para a completa fusão.

Allan Kardec
O CÉU E O INFERNO
1ª Parte - Cap. I - ítem 14

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

CCEPA NA MIDIA



Lições de Nairóbi e de Roma

Milton R. Medran Moreira *
Primeiro, eles mandaram que saíssem todos os muçulmanos. Depois, e para confirmar que ali permaneciam apenas “infiéis”, os fanáticos terroristas do shopping center de Nairóbi foram perguntando a cada um como se chamava a mãe do profeta Maomé. Não sabê-lo, pela tábua de valores deles, era a plena justificativa para a morte de todos.

Não existe pior tirania que a da fé. Quando e onde se a coloca como instância mais importante da vida, todo o restante, inclusive a vida, deixa de ter qualquer significado. Por isso, fé e liberdade, democracia e fé, assim como fé e igualdade ou fraternidade e fé, são incompatíveis, desde que o objeto da fé extrapole os valores humanos.

Repetir com Protágoras que “o homem é a medida de todas as coisas” não implica, necessariamente, em inadmitir a existência de uma ordem superior ou uma inteligência suprema às quais todo o universo se conforme. Entretanto, dicotomizar a vida entre o natural e o sobrenatural, sacralizando este e a ele subordinando a natureza humana é, em qualquer circunstância, sobrepor a barbárie à civilização. É investir na perpetuidade do império do fanatismo em detrimento do reinado da razão e dos sentimentos, conquistas que fomos amealhando, aprimorando e consolidando no processo evolutivo.

Quando o Papa Francisco afirma não ser de sua competência ou da Igreja que preside julgar ou condenar os homossexuais, quando acena para atitudes de compaixão em vez de condenação a quem pratica o aborto, quando dá mostras da possibilidade de revisão de temas como divórcio, celibato clerical, pluralismo religioso, diálogo com não crentes, ou quando sugere que mulheres, tanto como os homens, participem da hierarquia eclesiástica, o bispo de Roma se despe dos paramentos que o ligam a uma hipotética ordem sobrenatural para revestir seu espírito da concretude humana. É somente nesse terreno que podemos, todos, nos reconhecer verdadeiramente irmãos e, nessa condição, buscarmos caminhos, por certo plurais, de transcendência dessa provisória, mas natural, realidade para outros estágios sonháveis e possíveis, mas sempre naturais. Espiritualidade, para ser genuína, não pode se apartar da natureza, porque o espírito é sua parte integrante.

Toda a realidade até aqui conhecida pelo ser humano tem a exata dimensão do homem. Todos os valores éticos até aqui construídos, assimilados e normatizados são obra humana, conquistas às vezes duramente obtidas apesar da religião e, mesmo, contra ela. Religião que não se dobra à primazia da razão humana se faz desumana, no sentido que a modernidade conferiu a esse adjetivo, dando-lhe a sinonímia de cruel. Escudar-se em presumíveis razões divinas contrárias à razão assimilável pela inteligência humana para legislar, julgar, sentenciar e executar pessoas é confiscar o poder divino. É que a única forma de pensarmos e sentirmos o divino é perscrutando-o na razão e nos sentimentos humanos, medida de que dispomos para auscultar o bom e o belo.

Quando todos formos verdadeiramente humanos, como, reconheça-se, está buscando Francisco sê-lo, não mais haverá lugar para tragédias como a do Westgate Mall de Nairóbi. E, então, talvez, ninguém mais precise de religião, porque esta terá se conformado aos autênticos anseios humanos, reflexos da presença divina na natureza inteira.

*Procurador de Justiça aposentado e jornalista. Presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.

Artigo publicado no jornal “ZERO HORA” de Porto Alegre em 25/09/2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

CCEPA NA MIDIA



SEJA VOCÊ A MUNDANÇA
Era um homem de uns 70 anos. No canteiro central da avenida, preparava-se para atravessá-la. Em meio à grama, havia uma sacola plástica, jogada, quem sabe, por algum irresponsável. Tranquilamente, apanhou-a e, já no outro lado, depositou-a numa lixeira junto à calçada.
Quantas pessoas, no mesmo dia, teriam pisado naquela sacolinha? Talvez eu próprio o tenha feito, segundos antes. Mas, só ele tomou uma atitude para evitar que o material poluente fosse, com a próxima chuva, despejado no arroio Dilúvio, dali desembocando no Guaíba, a caminho de seu destino final: o fundo do oceano, junto a toneladas de lixo.
Vendo a cena, lembrei-me de conselho do pacifista indiano Mahatma Ghandi, uma das maiores personalidades do Século XX: “Seja você a mudança que deseja para o mundo”.
Todos dizemos desejar a paz, a harmonia social e familiar. Sonhamos com um mundo onde impere a honestidade, livre de violência, roubo ou corrupção. Todos estamos de acordo com a preservação do meio ambiente. Queremos manter a Mãe Terra saudável para receber as próximas gerações, das quais nós mesmos talvez façamos parte, pois aqui, reencarnamos muitas vezes. Normalmente, demonstramos isso fazendo e reivindicações, especialmente a nossos homens públicos. Deles cobramos atitudes honestas, coerentes e saudáveis. Nem sempre, porém, fazemos a nossa parte.
O homem que vi apanhando a sacola plástica no canteiro da avenida demonstrou conhecer uma lei fundamental da vida: somos todos parte de um todo. Um a um, nossos pensamentos e ações influem positiva ou negativamente no universo inteiro. Cada um de nós é agente das mudanças que todos desejamos.

Milton Medran Moreira
Crônica publicada no jornal Diário Gaúcho de 17.09.2013