Retornou ao mundo espiritual, na madrugada no dia 5 de novembro, no
Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Santa Marta, no Distrito Federal, a incansável
servidora da causa espírita, especialmente da Evangelização Espírita de
Crianças e Jovens, a gaúcha Cecília
Rocha , 93 anos de idade.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
CCEPA NA MÍDIA
Mensalão – seu sentido
histórico
Com
a condenação, já delineada, das figuras mais representativas do chamado
“mensalão”, a frase que mais e ouve é: “Quero ver, mesmo, é se esses figurões
vão para a cadeia”.
É como se dissessem:
-
Está bem, agora todo o mundo sabe que eles cometeram crimes muito graves,
examinados detalhadamente por juízes sábios e justos. Estes mesmos julgadores
vão, a seguir, calcular as penas cabíveis para os crimes cometidos. Mas, e daí?
Isso de nada valerá, não terá nenhum significado, enquanto não os virmos no
fundo de uma cadeia, de preferência dividindo cela com assaltantes,
traficantes, estupradores e toda essa classe de gente que se quer ver bem longe
de nós! Ah! e tem mais: se as penas aplicadas forem de 15, 20 ou 30 anos, que
eles fiquem lá por esse mesmo tempo. Sem essa de, logo, serem beneficiados com
livramento condicional, saídas temporárias, prisão aberta ou coisas parecidas.
Quem lida com o Direito, sabe muito bem
que, na prática, as coisas não funcionam assim. Que, talvez, muitas sessões
aconteçam, ainda, no Supremo, até que se desempatem votos, se calculem e se
fixem as penas, se proclamem resultados, se redijam e publiquem acórdãos.
Depois, virão os recursos. Novas sessões. Muitos debates. Longos votos.
Posições divergentes a definir, primeiro, se cabem os recursos interpostos
pelos tantos advogados. Se o Tribunal deve ou não recebê-los. Após, se for o
caso, o exame do mérito de cada recurso. Novas e muitas sessões de debates.
Nesse meio tempo, talvez um, dois ou três ministros se aposentem. Serão
suscitadas questões de ordem sobre quem pode e quem não pode votar. Sobrevirão
recessos. Interrupções. Novas sessões. Decisões divergentes. Outros recursos.
Redação de novos acórdãos. Publicações. Depois de tudo, quem sabe, a prescrição
das penas. O falecimento de alguns. O esquecimento. A impunidade.
Num exercício de raciocínio que à
maioria, hoje, pode se afigurar como absurdo, suponhamos que nenhum réu
condenado vá para a cadeia. Que o tempo jogue a favor deles. Que o sentimento
da gente simples do povo que os quer ver no fundo do cárcere seja frustrado. E,
então, será de se perguntar: Terá valido a pena tanto esforço? Terá sido tempo
perdido?
Certamente que terá valido a pena. As
decisões já tomadas pelo STF têm um sentido histórico e simbólico que vai muito
além da literalidade da lei. Esta define o crime e lhe prescreve penas.
Esgota-se no que se chama de trânsito em julgado das decisões condenatórias ou
absolutórias. A fase da execução das penas se desdobrará em novos incidentes, recursos,
postulações e decisões. Alguns até poderão fugir do país, frustrando a
execução. Mesmo assim, nem eles nem o Brasil serão os mesmos daqui para frente.
Terão eles, em qualquer circunstância, fora ou dentro da cadeia ou do país,
aprendido que, perante a história e a nação, foram irremediavelmente
condenados. Teremos nós compreendido que o tempo joga sempre a favor do bem e
da justiça. Que sociedades justas e felizes se constroem também por leis que
podem ser burladas, mas, especial e fundamentalmente, pelo amadurecimento da
consciência ética de seus cidadãos e governantes.
E,
por falar em consciência, esta, quando culpada, dói do mesmo jeito na cadeia ou
no palácio. E dói sem tempo predeterminado de duração e sem se sujeitar a
prazos de prescrição. Dói enquanto não der lugar à reabilitação, à
transformação ética e ao ressarcimento. Porque justiça não é vingança. É
instrumento pedagógico de equilíbrio e de transformação do indivíduo e da
sociedade. É a arte de dar a cada um o que é seu.
Em qualquer circunstância, tenho o
nítido sentimento de que o Brasil sai radicalmente transformado desse episódio.
Independente do que vier a ocorrer com os réus do “mensalão”, com este
processo, estamos exorcizando o passado e pavimentando o futuro desta nação com
valores éticos há muito presentes no espírito da lei, mas, talvez ainda
obscurecidos ou ausentes de nossa consciência coletiva.
Milton
Medran Moreira
Advogado e jornalista.
Presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
Artigo publicado no Jornal ZERO HORA de
23 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA
Meus Amigos
Como já foi
amplamente divulgado, em 13 de janeiro de 2012, foi sancionado o Projeto de Lei
Complementar (PLP) nº 306, de 2008, através
da Lei Complementar nº 141, que regulamentou a Emenda Constitucional
(EC) nº 29, que, dentre outras medidas, assegurava o repasse integral de 10%
das receitas correntes brutas da União para a saúde pública. Porém, a presidente
Dilma Roussef, decidiu vetar 15 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso
Nacional. Dentre estes, desautorizou a destinação de 10% das Receitas Correntes
Brutas da União (RCB) ao sistema público de saúde.
Mas, em 13 de Março
de 2012, várias entidades representativas da sociedade civil, decidiram iniciar
um movimento denominado MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA, que objetiva a coleta de 1.000.000 (um
milhão) de assinaturas, para propor um Projeto de Lei de Iniciativa Popular,
que garanta o repasse dos 10% das RCB da União à saúde pública brasileira.
A representante da
CEPABrasil – Associação Brasileira de Delegados e Amigos da Confederação
Espírita Pan-Americana junto ao Conselho Nacional de Saúde, nossa amiga Sandra Regis, está integrada a esse
Movimento e necessita coletar o máximo possível de assinaturas junto aos
espíritas, incluindo seus familiares e amigos. Dependemos da união e máximo
empenho de todos em ajudar na coleta de assinaturas..
Pedimos a gentileza
de imprimirem o FORMULÁRIO que pode
se obtido clicando neste link e, após, coletarem o maior número possível de
adesões.
Enfatizamos a
importância do preenchimento completo dos dados do formulário, além da
assinatura ou a digital correspondente. Caso a pessoa não esteja na posse do
título de eleitor, deve anotar o nome da mãe no verso do formulário.
A seguir, por favor,
encaminhem as listas preenchidas e assinadas, até o dia 20/10/2012, via
Correios, para o seguinte endereço:
SANDRA REGIS
Av. Senador Vergueiro
1550 apto. 24
Jardim Três Marias –
São Bernardo do Campo – SP
CEP 09750-001
Mas, continuem a
coletar assinaturas até o dia 30.11.2012. Por favor, façam uma segunda remessa
de formulários até o dia 03.12.2012.
Sugerimos que as
casas espíritas promovam um dia de atividade especial, solicitando a todos que
levem seus títulos de eleitor para a devida coleta de assinaturas, deixando
claro que se trata de um movimento que objetiva pleitear mais verbas para a
saúde pública, e não tem qualquer vínculo ou conotação político-partidária.
Em nível individual,
cada um poderá levar formulários para seus locais de trabalho, estudo, grupo de
amigos, etc. para preenchimento e coleta de assinaturas.
Vamos fazer a nossa
parte?
Agradecemos
muitíssimo o empenho de todos.
Abraços.
Alcione Moreno - Presidenta da
CEPABrasil.
domingo, 23 de setembro de 2012
CCEPA NA MÍDIA
O Papa e o laicismo
Nothing to kill or die for, no religion too. (John Lennon)
Andou muito bem o papa Bento
XVI, em sua recente visita ao Oriente Médio, pedindo se respeite, ali, a
liberdade religiosa e defendendo o laicismo por ele adjetivado como "saudável".
Por muito tempo, a Igreja
condenou com veemência tanto a liberdade de crença quanto a laicidade da
sociedade e do Estado. E não faz tanto tempo assim. Não precisamos retroceder à
Idade Média e aos tempos em que vigorava, incontestavelmente soberana, a
teocracia religiosa no Ocidente. Todo o século 19 e boa parte do há pouco findo
século 20 serviram de cenário para uma tenaz luta da Santa Sé contra esses
princípios, de origem secular. Em 1832, o papa Gregório XVI, na encíclica
Mirari vos, chamava a liberdade de consciência de "pestilenta",
denunciando que essa postulação do mundo liberal abriria caminho à perigosa
introdução da "liberdade plena de opinião" e ao desenvolvimento das
falsas religiões. Outra loucura, para ele, era a separação entre Estado e
Igreja. Atrás disso, dizia, sobreviriam as maiores desgraças para as nações e
para a fé. Essas mesmas ideias foram repetidas em sucessivas encíclicas de Pio
IX e Pio X. O indiferentismo religioso, o laicismo, o relativismo em matéria de
fé, o naturalismo e todas as liberdades de pensar, de crer ou deixar de crer,
foram condenados com expressões arrasadoras, nas bulas e encíclicas papais do
mundo moderno e contemporâneo. Na base dessas posições estava a ideia de que
sem religião - ou, mais precisamente, sem a única religião verdadeira - não há
moral, não há ética, não se sustenta uma sociedade saudável.
Acho que é a primeira vez
que um sumo pontífice romano, nesse sermão pronunciado no Líbano (14/9/2012),
agrega ao substantivo laicismo o adjetivo saudável. Mesmo deixando espaço ao
entendimento de que existem outras formas de laicismo condenáveis, ou seja,
aquelas que se ocupam de combater as crenças de cada um, fica expresso o
reconhecimento de que laicidade não é sinônimo de imoralidade. É quase o reconhecimento
explícito de que, com ou sem religião, há no ser humano uma vocação natural
para o bem, para a ética, para o justo, para o progresso. Defendendo o
pluralismo religioso, o Papa afina seu discurso com a modernidade. Mais do que
isso, acenando para a prática do laicismo, reconhece que onde crenças
religiosas se arvoram em juízes das atitudes humanas, descamba-se para graves
violações aos direitos humanos. Não é por outra razão que o fundamentalismo
religioso é o responsável, hoje, como o foi ao curso de toda a História, por
nossas mais cruéis tragédias.
O mundo fica melhor na
medida em que sua gestão política e social se liberta da tutela religiosa. Isso
não significa divorciar-se da espiritualidade ou rejeitá-la. Só com o respeito
ao pluralismo, às liberdades individuais e políticas, pode-se desenvolver a
genuína espiritualidade. O autêntico laicismo sempre é saudável porque, sem
combater crenças individuais, admite a existência de uma gama infinita de
formas de interpretar o divino e o humano, a consciência e o universo,
buscando, no conjunto de tudo, o sentido da vida.
Paradoxalmente, aqueles
mesmos que, ainda ontem, rebelaram-se contra a vitória do laicismo sobre a
ditadura da fé, reconhecem, agora, que só numa sociedade genuinamente laica há
espaço para vicejarem e crescerem os verdadeiros valores do espírito. Sinal dos
tempos! Bons sinais. Plenamente concordes com a sentença de Jesus de Nazaré,
segundo quem "o espírito sopra onde quer". O que se pode ver é que,
cada vez mais, espiritualidade passa a ser sinônimo de humanismo. Migra do
inescrutável reinado do mistério e do dogma para o terreno aberto e democrático
das experiências humanas contra cuja corrente, quase sempre, se posicionaram as
castas sacerdotais. É a força do espírito livre, centelha divina presente no
homem. A ela tudo, um dia se há de conformar. Inclusive as religiões, quando
compreenderem que o verdadeiramente sagrado é o natural. Não o sobrenatural.
Com ou
sem religião, há no ser humano uma vocação natural
para o bem, para a ética, para o
justo, para o progresso
Milton Medran Moreira
Advogado
e jornalista, presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre
Artigo publicado no Jornal ZERO HORA
de Porto Alegre em 23 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
CCEPA NA MÍDIA
EDUCAÇÃO - A ALMA DA SOCIEDADE
Todos nós que escrevemos para
jornais da RBS fomos convidados a participar da campanha “A Educação precisa de
respostas”. Literalmente, vestimos a
camiseta. Quanto a mim, vou guardar a foto que fiz para a campanha como parte
de meu modesto currículo. Se quiserem, podem até colocá-la em meu túmulo. Se é
que terei túmulo. Prefiro ser cremado. De meu corpo, aliás, façam o que
quiserem. Quero mesmo é levar para a outra dimensão da vida o único patrimônio
que, por lá, tem valor: o que aprendi e fiz de bom nesta encarnação.
A vida terrena é uma escola para o espírito.
Aprendemos uns com os outros. Todos temos algo a ensinar e aprender. Allan
Kardec, que era um pedagogo, definiu a educação como “a arte de formar
caracteres”, ou “o conjunto de hábitos adquiridos”. Outro escritor do Século
19, J.K Chesterton, disse que “a educação é simplesmente a alma de uma
sociedade a passar de uma geração para a outra”.
A RBS
lança a campanha no exato momento em que Estado e sociedade buscam soluções
para a grave questão penitenciária. Presos superlotam as cadeias. Já não se
sabe o que fazer com eles. Com o avanço da criminalidade, não se vislumbram
soluções a curto prazo. Reeducar certos delinquentes é tarefa difícil. Não é
fácil remover hábitos adquiridos. Pitágoras, um filósofo da Antiguidade,
sabiamente recomendava: “Educa a criança e não precisarás punir os adultos”.
Ele sabia que não há obra mais valiosa que a educação. É, sim, a alma da
sociedade transmigrando de geração a geração.
Já perdemos
tempo demais. É hora de se dar respostas. Para que as próximas gerações não
sofram o que padecemos hoje.
Milton Medran Moreira
Crônica publicada no jornal "Diário Gaúcho" de 04 de setembro de 2012.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
XXI CONGRESSO - Santos
UM CONGRESSO PARA ESPIRITUALISTAS LIVRE PENSADORES
"Se acreditarmos em
qualquer religião, isso é bom. Porém, mesmo sem uma crença religiosa, podemos
nos arranjar.
"Se acreditarmos em
qualquer religião, isso é bom. Porém, mesmo sem uma crença religiosa, podemos
nos arranjar.
Se quisermos
acreditar, ótimo! Se não quisermos, tudo bem. É que existe um outro nível de
espiritualidade.
É o que chamo de 'espiritualidade básica' -
qualidades humanas fundamentais de bondade, benevolência, compaixão, interesse
pelo outro. Quer sejamos religiosos, quer não sejamos, esse tipo de
espiritualidade é essencial.
Eu particularmente considero esse segundo
nível de espiritualidade mais importante, porque, por mais maravilhosa que seja uma religião específica, ainda assim
ela só será aceita por uma parte da humanidade.
No entanto, enquanto
seres humanos, enquanto membros da família humana consciente, todos nós
precisamos desses valores espirituais básicos. Sem eles, a existência humana é
difícil, é muito árida". (Dalai Lama)
Você concorda com o pensamento de Dalai Lama?
A espiritualidade que
pode emanar de cada um é mola propulsora para transformar pessoas e a
sociedade, independente de religiões?
Terá a reencarnação
influência no comportamento humano? Somos os que pensamos hoje ou influenciados
por vivências múltiplas?
Essas e muitas outras
questões poderão ser discutidas em breve no XXI Congresso Espírita
Pan-Americano, um encontro de alto nível com participação de pesquisadores e
estudiosos do espiritismo das Américas e da Europa.
Você não pode perder.
De 5 a 9 de setembro, na Universidade Santa Cecília, uma programação que mescla
estudo, lazer, cultura e momentos inesquecíveis de confraternização.
Veja detalhes na
página oficial: http://www.congressocepa2012.com.br/
Inscreva-se. Contamos com sua participação.
terça-feira, 3 de julho de 2012
CCEPA NA MÍDIA
Artigo publicado no jornal Zero Hora de Porto Alegre em 03/07/2012
Como Pilatos no Credo
Milton Medran Moreira
Advogado e jornalista,
presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre
Em recente estada na
Bahia, comentei com um motorista de táxi detalhe que me chamara atenção nas
bancas do Mercado Modelo. Em outros tempos, quase todas elas eram decoradas com
orixás e símbolos do candomblé. Ao contrário, agora, senão a maioria, muitas
delas privilegiam a presença de Bíblias, salmos e letreiros do tipo "Só
Jesus salva".
O taxista me
confirmou: a Bahia estava se tornando evangélica. Mas, ele não. Continuava
católico e devoto dos orixás, assim como tinham sido Mãe Menininha e tantas
outras expressões da religiosidade baiana. Sentindo meu interesse pelo tema,
logo foi me perguntando: "E o senhor é católico?". "Não" -
lhe respondi -, "sou
espírita." - "Católico e espírita é tudo a mesma coisa" -
sentenciou o motorista, passando para outro assunto.
A recente divulgação
dos resultados do Censo, relativamente às crenças no Brasil, parece confirmar
um interessante fenômeno sociológico e antropológico que acontece entre nós:
religião mesmo, no sentido de fé pessoal em dogmas e verdades eternas e
imutáveis, só existe uma que cresce entre nós, a evangélica, nas suas múltiplas
denominações pentecostais e neopentecostais. Todo o resto está subsumido num
riquíssimo caldo de cultura, onde se desenvolve um espiritualismo abrangente,
pluralista, não necessariamente religioso, mas aberto à busca de um novo
entendimento acerca de Deus, do universo e do espírito. Temas, aliás, bem mais
filosóficos do que religiosos.
A partir daí,
parece-me correto concluir que o povo brasileiro se divide, hoje, em dois
grandes blocos: os religiosos, representados majoritariamente pelos
evangélicos; e os laicos, que, mesmo não se autodenominando como tais, assumem,
na prática, uma postura livre-pensadora, aberta, plural e alteritária nas
questões alusivas à espiritualidade.
Nesse sentido, talvez
tivesse razão meu interlocutor baiano: católicos e espíritas são a mesma coisa,
mesmo que as religiões das quais se digam adeptos preguem fundamentos
teológicos e espiritualistas bem diferenciados. Sem que nem sempre eles
próprios se apercebam, tornam-se cada vez menos religiosos e mais
livre-pensadores. Na prática, isso reforça a existência de uma diáspora entre
religião e espiritualidade. Pouco a pouco, a espiritualidade deixa os templos
para habitar o coração e a mente das pessoas livres.
No que diz com o
espiritismo, era exatamente assim que o pensava seu fundador, Allan Kardec
(1804/1869). Jamais o concebeu como uma religião, mas como uma área de estudo
que teria como objeto o "espírito". Do conhecimento gerado por esse
tipo de estudo, pesquisas e experiências, admitia defluiriam consequências de
ordem ética. Isso, no entanto, não o confundiria com a moral religiosa,
historicamente conflitante com o humanismo, o pluralismo e o progresso da
humanidade.
Por tudo isso, e
mesmo que o espiritismo apareça no censo do IBGE como a terceira
"religião" que mais cresceu no país (passando de 1,3% da população
para 2%), penso que ele entra, nessa e noutras pesquisas sobre religiões no
Brasil, como Pilatos no Credo, isto é, meio fora de contexto. Prefiro somá-lo
aos 8% de brasileiros que se declararam "sem religião", assim como
aos milhões de católicos e livre-pensadores já não mais comprometidos com os
dogmas de sua cultura ou tradição religiosa. Na grande maioria, somos profundamente
crentes nas potencialidades infinitas do espírito humano, no seu progresso e na
sua evolução, além dos limites da matéria, regido por leis cósmicas
inteligentes, emanadas de uma causa primeira, suprema inteligência do universo.
Isso nada tem a ver com religião e muito menos com as correntes religiosas que
mais crescem no Brasil.
sábado, 28 de abril de 2012
CCEPA EM SANTA MARIA
INTERCÂMBIO
CCEPA-ESTUDO E CARIDADE
Como
parte das comemorações do 85º aniversário da S.E. Estudo e Caridade, de Santa
Maria, o presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, Milton
Medran Moreira, esteve naquela instituição, na noite de 26 de abril,
proferindo palestra sobre o tema "Espiritismo e Direitos Humanos".
Na
oportunidade, Medran saudou dirigentes e trabalhadores da instituição
aniversariante, mantedenora da obra social Lar de Joaquina, destacando a
histórica ligação daquela casa com o Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
O novo
auditório, recentemente construído, da tradicional casa espírita santamariense
esteve lotado para a conferência.
Na
programação de aniversário de Estudo e Caridade, entre outras atividades
doutrinárias, o físico e escritor gaúcho Moacir de Araújo Lima fez
conferência, na noite de 13 de abril, sobre o tema "Ciência e
Espiritualidade". José Dorneles Budó, ex-presidente da Estudo e
Caridade e Delegado da CEPA em Santa Maria, falou, na noite de 21 de abril,
sobre "Laicismo e Espiritismo".
Neste
sábado, 28 de abril, um animado jantar dançante, com mais de 400 participantes,
encerra as solenidades comemorativas ao 85º aniversário da entidade que,
recentemente, concluiu as obras de moderno prédio de três andares para abrigar
o Lar de Joaquina, obra social muito cara à comunidade da cidade gaúcha
de Santa Maria.
FLAGRANTES DA CONFERÊNCIA DE MEDRAN
quarta-feira, 18 de abril de 2012
CCEPA EM ILÓPOLIS
emoções e experiências.
Um grupo de cerca de 30 integrantes do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre – CCEPA -, a convite do Grupo de Estudos da Doutrina Espírita de Ilópolis, “a cidade da erva mate"– esteve naquela aprazível comunidade serrana gaúcha.
Recebidos com muito carinho, participaram de um almoço típico italiano, visitaram pontos aprazíveis da cidade e reuniram-se no Museu do Pão para a atividade da tarde: uma conferência de Salomão Jacob Benchaya, Diretor de Estudos Doutrinários do CCEPA, versando sobre “O Que é o Espiritismo”.
Com o pequeno auditório superlotado por interessados no conhecimento espírita das cidades de Ilópolis, Arvorezinha, Anta Gorda, Lajeado e Soledade, a palestra de Salomão foi seguida de interessante mesa-redonda, tendo como provocadores Milton Medran Moreira (CCEPA), Júlio César Giacomini (S.E.Luz e Caridade/Soledade/RS) e Victor Emanuel Cristofari (CCEPA). Os visitantes ainda foram brindados com um saboroso café colonial, antes de seu regresso a Porto Alegre.
Durante o evento, o Grupo de Estudos de Ilópolis comunicou que será identificado, a partir de agora, como “Grupo Borboletas Azuis”, lembrando a alegoria da borboleta como símbolo da alma humana.
Abaixo alguns registros fotográficos do encontro:
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Presidente do CCEPA participa de memorável encontro em Cuba
I Encuentro Espirita
Cuba-Latinoamerica – Um sucesso!
Promovido pela CEPA, com o prestígio de dirigentes e colaboradores das instituições espíritas cubanas “Consejo Supremo Nacional Espiritista de Cuba”, “Sociedad Enrique Carbonell” e “La Voz de los Misioneros de Jesus”, realizou-se, de 29 a 31 de março último, em Havana, Cuba, o I Encuentro Espirita Cuba-Latinoamerica”.
Para o presidente da CEPA, “el encuentro fue muy gratificante, una sorpresa muy agradable e esperanzadora”. Segundo Dante López, “los espiritistas cubanos estaban esperando a CEPA, asi lo manifestaran”, acrescentando: “Creo que tenemos um buen camino para recorrer junto a ellos, tienen mucho para ofrecer y necesidad de material y experiencias que CEPA tiene disponibles”. Em sua conferência de abertura, o presidente da CEPA resgatou fatos históricos envolvendo a CEPA e o Espiritismo cubano, proclamando: “Bienvenida Cuba nuevamente a CEPA!”.
Por sua vez, em mensagem dirigida ao presidente da CEPA, logo após o encontro, Justo Pastor, organizador do evento em Cuba, comovido, declarou: “Aun no salimos de la emoción y alegria que significo que vosotros se sintieran como em vuestra casa. Todos los participantes así me lo manifestaran”. Referindo-se à participação plural de espíritas cubanos no evento, Pastor sugeriu uma maior integração CEPA-Cuba, declarando: “Aunque no los tengamos en el seno de nuestra organización vale la pena tratar con personas sinceras pues exponen sus puntos de vista sin temor y con mucho amor. Seria muy provechoso un recorrido por sus Provincias y Sociedades. Hay que pensarlo.”.
No encerramento do Encontro, receberam credenciais como Delegados Especiais da CEPA em Cuba: Justo Pastor, Yunior Morán e Amália Durán.
domingo, 25 de março de 2012
CCEPA REALIZA CONFERÊNCIA PÚBLICA EM ILÓPOLIS
Uma caravana com cerca de 30 colaboradores do CCEPA organiza-se para um encontro, no próximo dia 15 de abril, com os companheiros do Grupo de Estudos Espíritas de Ilópolis, a simpática cidade da erva mate,
O ponto culminante do encontro será a conferência pública proferida pelo economista Salomão J. Benchaya, Diretor de Estudos Espíritas do CCEPA, no auditório do histórico Museu do Pão, seguida de um debate com o público presente sobre a identidade, significado e consequências do conhecimento espírita.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
MILTON MEDRAN MOREIRA E ELOÁ BITTENCOURT INICIAM NOVO PERÍODO ADMINISTRATIVO NO CCEPA
Em cerimônia singela realisada na noite de 2 de janeiro foi empossada a Diretoria responsável pela administração do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre até o final de 2013.
Na ocasião, além da palavra do Presidente eleito e de sua Vice, pronunciaram-se os associados Maurice Jones, Salomão Benchaya, Ubirajara Fauth e Victor Christofari enaltecendo as qualidades dos empossados e almejando sucesso na tarefa de sustentar e ampliar o esforço da instituição na divulgação de uma visão livre pensadora e progressista do Espiritismo.
domingo, 22 de janeiro de 2012
REVISTA ESPÍRITA HISTÓRICA E FILOSÓFICA nº 19 EM PDF
Amigo assinante
O ano de 2011 foi muito importante para nossa revista. Além de alargarmos nossas relações pelo crescente número de assinantes, completamos um ciclo exitoso de 12 números em formato digital.
Neste número você encontrará um ótimo artigo de Humberto Schubert Coelho, onde o autor reflete sobre a importância de Kant para pensar o espiritualismo.
Recolhemos um trecho de obra de Guizot, A Igreja e a sociedade cristã em 1861, publicado por Allan Kardec em dezembro de 1861 com o título O Sobrenatural.
A revista apresenta também uma resenha feita por Cristian Macedo da belíssima HQ “Kardec”, escrita por Carlos Ferreira e desenhada por Rodrigo Rosa, quadrinistas gaúchos.
Não esqueça de renovar sua assinatura, pois em 2012 muitas reflexões e pesquisas sobre o Espiritismo estarão em nossas páginas!
Maria Carolina Gurgacz
A conta para depósito é:
Caixa Federal - Maria Carolina Gurgacz
Agência 0478 - Conta poupança: 013.00006084-6
Agência 0478 - Conta poupança: 013.00006084-6
sábado, 24 de dezembro de 2011
Natal simplesmente humano
“Tinha fugido do céu. Era nosso demais para fingir de segunda pessoa da Trindade.” (Fernando Pessoa)
Pesquisadores que se ocupam de Jesus histórico já chegaram a alguns consensos. Por exemplo: Jesus não teria nascido em Belém, mas em Nazaré. O 25 de dezembro não foi o dia de seu nascimento. A data, que marca, no Hemisfério Norte, o ponto alto do solstício de inverno, servia para homenagear o deus Sol, personificado em várias divindades da Antiguidade.
Para compor o grande sincretismo religioso do Ocidente, o cristianismo assimilou diversas tradições dos povos por ele tidos como pagãos. Vale recordar: em quase todas as culturas nas quais se inspirou existia o mito do parto, por mãe virgem, de um deus; sua imolação para pagar os pecados do mundo e a ressurreição, ao terceiro dia. Exatamente como nos relatos bíblicos sobre Jesus.
As festas cristãs, pois, a começar pelo Natal, a mais terna de todas, estão impregnadas de antigas mitologias, incorporadas pela cristandade a seu calendário de efemérides. Sendo assim, cabe perguntar: que significado podem ter tais festividades para o não crente? Se Jesus não é Deus; se não é, como creem os cristãos, o salvador da humanidade; se não foi concebido pelo Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade; se os episódios miraculosos contidos nos relatos evangélicos são apenas ressignificações mitológicas, o que sobra, então, de Jesus, esse personagem que dividiu a História entre antes e depois dele?
Sobra, exatamente, seu humanismo, tecido de elevado amor ao semelhante. Sobram as lições magnânimas de fraternidade, de entrega incondicional, de solidariedade, de compaixão, de alteridade, de firme consciência da igualdade essencial entre todos os seres humanos, independentemente de crença, cultura, etnia, sexo, posições políticas e sociais. E se tantas qualidades são encontráveis nesse personagem da História, mesmo se o considerando nada mais que humano, há sobradas razões para festejar a data convencionalmente tida como de sua chegada a este planeta. Até porque dele se tornou, quem sabe, o maior dos benfeitores.
Diversamente do que às vezes se diz, não é preciso festejar o Natal religiosamente para se conferir à efeméride um significado não materialista, profundamente espiritual e motivador de saudável confraternização, pacificação, tolerância, perdão e louvor à vida. Nesse sentido, se o Natal não existisse, seria preciso inventá-lo, fosse o nome que, então, lhe déssemos. Homens e mulheres de todas as culturas reservam datas para a solene celebração do amor a seus caros, da troca recíproca de afagos e dádivas materiais e espirituais. No calendário cristão, essa efeméride coincide com o final de ano. É, pois, além de tudo, tempo de agradecer pelo dom da vida prestes a se renovar, projetando um novo período de aprendizado e conquistas.
O Natal é, assim, festa de todos. De crentes e não crentes. Cristãos ou não. E é isso que lhe confere indizível magia. Para muitos, milagre da fé. Para a maioria, entretanto, expressão mais cara e sublime de nossa condição humana, circunstância que a todos iguala e nos faz genuinamente irmãos.
Se bem percebermos, está aí a mais pura essência da espiritualidade: reconhecermo-nos como iguais, porque dotados de humana consciência, um valor não mensurável materialmente e, no entanto, mais concreto que a fé e mais sólido que os mitos, porque ancorado na real dimensão do espírito.
Milton Medran Moreira
Artigo publicado no jornal ZERO HORA de Porto Alegre em 24/12/ 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
ASSEMBLEIA GERAL ELEGE NOVO PRESIDENTE DO CCEPA
Em obediência ao Estatuto da instituição a Comissão Eleitoral, representada pela associada Eva Samá Rodrigues, presidiu, na noite de 12/12/2011, a Assembleia de associados que elegeu por unanimidade Milton Medran Moreira e Eloá Popoviche Bittencourt para assumirem a presidência e vice-presidência do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre no biênio de 2012/2013.
Na ocasião manifestaram-se sobre o ato e sua importância na história da instituição, o Presidente e a Vice eleitos e também o associado Maurice Jones e o Presidente Rui Nazário de Oliveira que, de forma brilhante vai encerrando seu mandato.
A posse dos eleitos e da nova Diretoria Administrativa ocorrerá no próximo dia 2 de Janeiro de 2012 na sede do CCEPA.
Na foto o Presidente eleito Medran, a Presidente da Assembleia Eva Samá Rodrigues e a Vice Presidente Eloá Bittencourt.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
ALCIONE E SALOMÃO REELEITOS NA CEPABrasil

Por ocasião do XII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita (Santos/SP, 11 a 14/11/11), foram reeleitos para a presidência e vice-presidência da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA, respectivamente, os companheiros Alcione Moreno (São Paulo) e Salomão Jacob Benchaya (Porto Alegre).
A Assembleia Geral, foi realizada na noite de 12 de novembro, quando, por unanimidade, ficou constituída a seguinte Diretoria para o biênio 2011/2013:
Presidente: Alcione Moreno; Vice-presidente: Salomão Jacob Benchaya; Secretário: Homero Ward da Rosa; Tesoureira: Maria Luiza Rossi. O Conselho Fiscal eleito é composto pelos associados Margarida da Silva Nunes, Homero, Delma Crotti e Eva Gonçalves Alves. Suplentes do Conselho Fiscal: Vital Cruvinel, Geraldo Spinola e Mauricy Antônio da Silva (foto).
No final da Assembleia, saudando os novos dirigentes, o Delegado da CEPA em Guarujá/SP, Ricardo Nunes fez menção especial ao trabalho desenvolvido pela gestão que finda. Para ele, faz-se inteira justiça em reconduzir Alcione ao cargo de presidenta, pois ela, como ninguém, reúne duas qualidades fundamentais: competência e afabilidade.
Jaci, o grande homenageado do Simpósio
Com a presença e participação ativa de cerca de 100 pensadores espíritas de diferentes Estados do Brasil, e tendo a participação de uma delegação argentina composta por Dante López, Gustavo Molfino, Raúl Drubich e Claudio Drubich (todos integrantes da Diretoria da CEPA), o XII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita foi marcado pela emoção e por muitas homenagens a Jaci Regis, criador do evento.
O Instituto Cultural Kardecista e a família Regis, organizadores do Simpósio, ratificaram a disposição de dar seguimento a esse importante evento que se realiza de dois em dois anos com importantes contribuições ao progresso das ideias espíritas.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A MORTE ANTE O ENIGMA DA VIDA
A morte é provavelmente a maior invenção da vida. Steve Jobs
A morte do bem-sucedido empreendedor norte-americano Steve Jobs, mês passado, acabou por resgatar aspectos interessantíssimos de sua vida. A ampla divulgação de um discurso por ele pronunciado em 2005 a formandos da Universidade de Stanford revelou seu profundo discernimento acerca do fenômeno da vida e da morte. Contou que ao se saber portador de um câncer de que foi acometido ainda relativamente jovem, decidiu pôr em prática o ensinamento de que se deve viver cada dia como se fosse o último da vida. Lembrando que ninguém quer morrer, mesmo aqueles que acham que vão para o Paraíso, seu discurso, no entanto, sugere que a morte deve ser tema de reflexão diária, além de estímulo a uma vida correta e útil.
Antes de Jobs, importante filósofo patrício seu, George Santayana, escreveu que o verdadeiro valor de uma filosofia deve ser medido pela forma como ela encara a morte, Talvez esteja aí a razão pela qual a filosofia espírita, busque, legitimamente, entre nós, assumir merecida relevância cultural e social . Como costumava dizer o insigne escritor, orador e pesquisador espírita brasileiro, Henrique Rodrigues, à luz da filosofia espírita, morte não é o contrário de vida. Se quisermos buscar um antônimo para morte, poderemos encontrá-lo no termo nascimento, pois, na verdade, tanto este como a morte são meros episódios inerentes à vida.
Pensar a vida no contexto de uma filosofia dinâmica e evolucionista é, mais do que vê-la apenas como continuação da vida, tal qual pregam as religiões. É contemplá-la dialeticamente como nascimento-morte-renascimento, etapas da necessária e permanente renovação do espírito. Nesse sentido, foi, igualmente, precisa a mensagem deixada por Steve Jobs aos universitários de Stanford, aos definir a morte como “o agente de mudanças da vida”, na medida em que “remove o velho e abre caminho para o novo”.
Enfim, é preciso convir que nada é inútil na vida. Tudo tem seu lugar e significação, muito embora, na posição em que, eventual e provisoriamente, nos encontremos, nem sempre possamos avaliar a importância de um evento. Não é diferente com a morte. O ser humano só poderá aquilatar sua significação quando estiver em condições de decifrar o ainda, para a maioria, enigmático fenômeno da vida.
Milton Medran Moreira
Advogado e jornalista. Diretor do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
(Artigo publicado no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em 1º.11.2011)
sábado, 1 de outubro de 2011
UMA FOGUEIRA QUE FEZ HISTÓRIA
Allan Kardec nasceu em 4 de outubro de 1804. Há 207 anos, completados ontem. Ele não foi, como pensam alguns, fundador de uma nova religião. Sistematizou o espiritismo como uma ciência de consequências filosóficas e morais. A moral adotada pelo espiritismo inspira-se inteiramente nos ensinos de Jesus. Não sendo uma nova igreja cristã, tem, entretanto, o Homem de Nazaré, como mestre, modelo e guia para toda a humanidade.
Por isso, não faz sentido a perseguição que já sofreu, e, em certos meios, continua sofrendo a doutrina espírita, de parte das igrejas cristãs. A propósito, no domingo, 9 de outubro, se estará recordando um triste episódio que passou à História como o nome de Auto-de-Fé de Barcelona. No ano de 1861, por ordem do bispo daquela cidade espanhola, foram queimados em praça pública, numa cerimônia religiosa, com a participação de um padre e um escrivão, mais de 300 volumes de obras espíritas que uma livraria local mandara buscar de Paris. Naquele tempo, na Espanha, a Igreja tinha autoridade para censurar os livros que considerasse perniciosos. O decreto, então assinado pelo bispo, dizia: “Sendo os livros contrários à fé católica, o governo não pode permitir que eles venham a perverter a moral e a religião”.
Allan Kardec, na oportunidade, escreveu: “Podem se queimar livros, mas não se queimam ideias”. De fato, as ideias espíritas, desde então, têm prosperado muito, tanto na Europa como na América, inclusive na Espanha. Quanto mais estudado, melhor o espiritismo é compreendido na sua verdadeira natureza de ciência e filosofia libertadora. O progresso do espírito se dá, segundo propõe, através do conhecimento e do amor.
Não foi isso que ensinou Jesus?
Milton Medran Moreira
Crônica publicada no jornal Diário Gaúcho em 4 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
CEPABrasil NA "PRIMAVERA DA SAÚDE" EM BRASÍLIA
A manifestação ocorrida no dia 27 de setembro em Brasília visando a aprovação do projeto que regulamenta a Emenda Constitucional nº 29, defendido pelo Conselho Nacional de Saúde, contou com a participação entusiasmada de espíritas liderados pela médica Sandra Regisrepresentante da CEPA naquele Conselho.
Segundo Sandra Regis, a participação dos espíritas, identificados pela faixa que portavam, causou um certo "espanto" nos manifestantes presentes. O grupo foi muito fotografado e Sandra foi convidada a gravar uma entrevista para o Conselho Federal de Psicologia e, como Conselheira do CSN teve o direito de falar ao microfone no carro de som do evento (foto acima), marcando assim a participação ativa da CEPABrasil e dos espíritas.
Os participantes da "Primavera" portavam flores que deveriam ser entregues à Presidente Dilma (foto abaixo).
Em defesa do SUS o CNS defende a regulamentação da EC 29 para que os recursos aplicados nas ações e serviços de saúde não sofram "desvio de finalidade", visto que a lei definirá o que poderá ser considerado como tal.
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